• Plano Pastoral 2016 2017
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São Romão

As romarias! As romarias! Gratas recordações daquela gente do campo! As horas rápidas de gozo, que um só desses dias de festa lhes dá compensam-lhe de sobra as continuadas fadigas da vida tão trabalhada e penosa. Em torno à pequena ermida, onde cada ano afluem de tão longe essas piedosas peregrinações de devotos, parece esvoaçar de continuo uma turba de espíritos alados que nos segredam histórias de tantos amores, nascidos ali e ali santificados, junto ao altar onde as dádivas votivas se amontoam, a velar pelo seu destino e proporcionar-lhes o céu.

(Júlio Dinis – Serões na Província)

As Festas e Romarias em São Romão do Coronado

Na freguesia de São Romão do Coronado, a expressividade cultural e religiosa da população manifesta-se através da solenização das festas em honra de São Bartolomeu, no largo com o mesmo nome, a 24 de Agosto; e de Santa Eulália, na Capela de invocação à Santa, a 12 de Agosto. Ambas as festividades são de realização bienal – de dois em dois anos – e prolongam-se normalmente, por três dias.

Anualmente, a 13 de Maio, realiza-se a festa em honra de Nossa Senhora de Fátima, sendo a festa das crianças, que realizam a comunhão solene, no mesmo dia.

Durante os anos 30 e 40, as festas de Verão de São Romão eram verdadeiras atracções turísticas, que traziam milhares de visitantes à região. Eram arrais minhotos, os bailes carnavalescos, as festas regionais na “Poça do Barro” e “Carvalheira”, e muitas outras que deliciavam naturais e forasteiros.

Hoje em dia há multidões que se deslocam a São Romão para viver estas festas, mas supõe-se que com menor intensidade (percentual), pois o que outrora era novidade agora já não o é.

São Romão, santo padroeiro da freguesia que dá mais fama à povoação do que o próprio topónimo Coronado, é devidamente festejado pela população, agradecida pela sua protecção. Em romaria, as gentes de dentro e de fora da Vila recordam anualmente o Santo Mártir.

São Romão – Mártir

São Romão

Natural de Antioquia ao tempo do imperador Valério. Este imperador romano viveu entre 293-311 depois de Cristo. Como imperador foi instigador da perseguição contra o cristianismo pelo édito de 24-02-303, atribuindo a Deoclesiano que foi seu sogro. Já doente publicou um édito de tolerância, em 311, a fim de obter as preces dos cristãos para a sua doença.

S. Romão, como Bispo à frente da sua diocese, exortou os cristãos durante a perseguição a resistir ao presidente local Asclepíades que tentou entrar à força numa igreja e arruiná-la até aos alicerces. Foi repreendido pela autoridade, mas S. Romão não deixou de encorajar os seus fiéis, o que lhe valeu a que depois de preso e de cruéis tormentos lhe cortassem a língua. Por último enforcaram-no na prisão, coroando assim o seu ilustre martírio.

Santo Amaro é das pernas;
S. Romão é da barriga;
S. Brás é da garganta;
e dos olhos Santa Luzia.

Hino de S. Romão

Canta em coro ó mundo inteiro,
ao glorioso Santo Amado.
Viva o nosso Padroeiro
S. Romão do Coronado

S. Romão, rogai por nós!
S. Romão do Coronado

S. Romão, rogai por nós!
S. Romão do Coronado

Descei dessa montanha
glorioso Santo Amado.
Viva o nosso Padroeiro
S. Romão do Coronado.

Subamos convosco ao monte
seja Calvário ou Tabor
a beber da vossa fonte
que é a vida do Senhor.

S.Romão de Coronado

Quantos exemplos se poderiam aduzir para ilustrar este dado! O primeiro que me vem ao pensamento é o testemunho dos mártires. Com efeito, o mártir é a testemunha mais genuína da verdade da existência. Ele sabe que, no seu encontro com Jesus Cristo, alcançou a verdade a respeito da sua vida, e nada nem ninguém poderá jamais arrancar-lhe esta certeza. Nem o sofrimento, nem a morte violenta poderão fazê-lo retroceder da adesão à verdade que descobriu no encontro com Cristo.

Por isso mesmo é que, até agora, o testemunho dos mártires atrai, gera consenso, é escutado e seguido. Eis a razão pela qual se tem confiança na sua palavra: descobre-se neles a evidência dum amor que não precisa de longas demonstrações para ser convincente, porque fala daquilo que cada um, no mais fundo de si mesmo, já sente como verdadeiro e que há tanto tempo procurava. Em resumo, o mártir provoca em nós uma profunda confiança, porque diz o que já sentimos e torna evidente o que nós mesmos queríamos ter a força de dizer.

João Paulo II, Carta enc. A Fé e a Razão, 32