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Símbolos Heráldicos

Resumo Histórico

Coronado (S. Romão) é uma das freguesias do concelho da Trofa, no distrito do Porto. Esta e a freguesia homónima S. Mamede formam a Vila do Coronado, a cerca de 12 quilómetros da sede concelhia. S. Romão, é como indica o topónimo, o orago desta freguesia, festejado pela população, em romaria, dentro e fora da Vila.

Assente junto ao rio Ave e banhada pelo ribeiro de Mamoa ou de S. Romão, o qual tem princípio no lugar de Mendões, a freguesia de Coronado (S. Romão) era, antes do século X, conhecida como “Mamoa Sancti Romani de Cornado”. Segundo alguns autores, a designação “Mamoa” apareceu devido à existência no local de algum vestígio pré-histórico e o elemento “Coronado” por aqui se ter sepultado um romano de nome Corona. Além disso, existe também a hipótese de o topónimo “Coronado” ser uma referência ao tipicismo geográfico da aldeia (em forma de coroa – “corona”).

O seu território foi povoado em épocas muito recuadas, quando os povos germânicos, conhecidos por Bárbaros, Suevos e Visigodos, nele se instalaram, derrubando o domínio já secular dos romanos, para lançarem as bases do cristianismo no País, que nem a invasão muçulmana, logo seguida da Reconquista Cristã, conseguiu apagar; até porque, no Norte de Portugal, o domínio dos mouros pouco se faz sentir.

No século X, Coronado (S. Romão) era uma das muitas freguesias que estavam integradas na “Terra da Maia” (ou Amaia), que ocupava uma vasta área entre os rios Douro e Ave e constituía um belo reguengo, como tal, pertença da coroa. No século XIII, a freguesia de Coronado estava constituída em paróquia independente e, no século seguinte, no ano 1384, foi integrada no termo do Porto, como aliás, todo o território que pertencia à Terra da Maia. Assim aconteceu por decisão de D. João I, que considerou ser esta a melhor forma de premiar os homens-bons daquela cidade, pela lealdade demonstrada na crise que antecedera a sua subida ao trono. Desde então, segundo Torquato de Sousa Soares, aqueles territórios anexados ao Termo do Porto, prederam todos os direitos políticos, ficando não só sujeitos aos ouvidores meirinhos e procuradores da cidade lhes impunha, como ficaram também dependentes do Senador portuense, na sua administração municipal. Os únicos a ficarem fora deste domínio foram os Coutos, espaços doados às ordens religiosas e aos mosteiros, e as Honras, doadas às casas senhoriais.

Em 1875, tinha início a construção do caminho-de-ferro da linha do Minho, entre Campanhã e Nine, inaugurada em 21 de Maio de 1875. A partir daí a freguesia de Coronado (S. Romão) começou a desenvolver-se e a alongar-se no sentido Poente-Nascente, devido à necessidade da população se aproximar daquele importante meio de transporte. Notou-se algum tempo depois, o aumento considerável da produção agrícola e industrial, ao mesmo tempo que os aglomerados populacionais se alargavam, criando-se novos lugares.

Fazem parte do património cultural e edificado da freguesia a Igreja Matriz, a capela de Santa Eulália e a Capela de S. Bartolomeu.

Ao longo do século XX, notou-se na freguesia uma economia de feição artesanal, em regime caseiro, na qual se empregava elevado número de pessoas: a indústria de escovas e vassouras de piaçaba. Foi também importante na economia local, a criação de gado cavalar, tal como os aviários industriais de Monte Cabrito e as oficinas de marmoristas. Actualmente, além da prática da agricultura e dos serviços, nota-se ainda a grande importância que a indústria continua a ter para Coronado (S. Romão), especialmente a construção civil, a trefilaria de ferro e aço, a metalomecânica, a transformação de mármores e granitos, a indústria têxtil, o fabrico de vassouras, escovas e pincéis.

Símbolos Heráldicos

Os símbolos Heráldicos da Freguesia de Coronado – S. Romão encontram-se registados na Direcção Geral das Autarquias Locais com o n.º 161/2003 de 27 de Maio.

Parecer sobre a ordenação heráldica do brasão, bandeira e selo da Freguesia de Coronado (S. Romão)

Justificação dos Símbolos

Brasão de São Romão do Coronado

Burelas Ondadas

Banda ondada de azul e prata de cinco tiras.

Representam a localização da freguesia de Coronado (S. Romão), junto ao ribeiro de Mamoa ou S. Romão.

Roda Dentada

À sinistra, roda dentada de verde.

Representa as actividades económicas, com especial destaque para actividade industrial.

Anta

À dextra, anta arqueológica de vermelho, realçada de prata.

Representa a antiguidade do povoamento do seu território; assim como, o antigo topónimo: Mamoa de S. Romão do Coronado.