• Plano Pastoral 2016 2017
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Mamoa

Terão sido, as condições geográficas que determinaram a construção, na actual freguesia de São Romão do Coronado, de um pequeno núcleo populacional, em tempos remotos. Uma encosta circular, onde os primeiros habitantes viviam a coberto das intempéries e apreciavam todo o “curso do sol” desde que nascia até que se punha.

Quinta rural em São Romão do CoronadoNão abundam os vestígios dessa época, sabe-se apenas que era um povo que, apesar de muito pobre, já tinha os seus cultos funerários. Construía para isso grandes monumentos, os megálitos (dólmens, antas e mamoas), onde enterrava os seus mortos.

Os monumentos megalíticos foram os primeiros testemunhos do Neolítico na Europa. Os primeiros construtores de megálitos foram aqueles que também se dedicaram pela primeira vez à agricultura e à pastorícia.

Este fenómeno das “grandes pedras” ainda hoje persiste em alguns locais do “velho continente”. A Escócia e a Irlanda, por exemplo, são países de grande surgimento de megálitos. Foi um fenómeno que se deu em vários locais e em tempos diferentes.

Mais que monumentos, os megálitos eram templos. Corporizaram a própria vida social e económica da época.

Casa da EiraPorque, além dos cultos funerários, estes povos realizavam também cerimónias tribais ligadas à magia astral, ao culto da fertilidade e aos perigos que os apoquentavam na Natureza.

No Norte de Portugal, os monumentos megalíticos estão distribuídos por duas regiões: Entre-Douro-e-Minho e região ocidental de Trás-os-Montes. Uma localização que coincide com as manchas graníticas do solo, tendo sido esta rocha a matéria-prima utilizada na grande maioria das construções.

Os monumentos surgem geralmente agrupados, em pequenos núcleos que, por sua vez, se integram em conjuntos mais ou menos extensos. Tais agrupamentos estão localizados geralmente em zonas planas, de pequena ou grande altitude.

Caminho empedradoEm São Romão do Coronado, não se conservaram até hoje vestígios deste género de monumentos. O tempo e o homem encarregaram-se de destruir os testemunhos da época que porventura terão existido na freguesia.

Mas a antiguidade de São Romão é atestada pela designação daquele que foi o seu principal lugar, o lugar da Mamoa, onde está hoje implantada a igreja paroquial, lugar denunciador de alguma sepultura pré-histórica ali existente, da qual restam actualmente alguns vestígios.

As mamoas eram monumentos megalíticos constituídos por terras e pedras e, protegidas por um círculo de pedras, que protegiam da erosão das chuvas e dos ventos. Tratavam-se normalmente de montículos artificiais de terra, revestidos por uma couraça protectora de lajes ou blocos imbricados.

Os sedimentos utilizados nesses montículos são de origem local, tendo sido retirados das áreas vizinhas dos actuais monumentos. A terra era transportada para o local, em unidades individuais, sendo acumulada contra os esteios da câmara, previamente colocados na posição vertical. Na parte superior das mamoas, a couraça, a ajuizar pelos monumentos escavados, era normalmente constituída por uma única camada de lajes, a qual repousava sobre um manto de calhaus angulosos de pequeno tamanho.

Lugar das MamoasA importância que a Mamoa referida terá tido na história de São Romão do Coronado está bem patente no nome medieval da freguesia. Nas Inquirições de 1258, a povoação era designada por Mamoa de São Romão de Coronado e ainda há relativamente pouco tempo o topónimo subsistia.

O período do domínio romano em Portugal é bem mais expressivo quanto às marcas desse período que chegaram aos nossos dias. Os Romanos impuseram-se em toda a Península Ibérica a partir do ano de 25 a. C. e, marcaram de forma visível todo o país, alterando profundamente o modo de vida das populações.