• Plano Pastoral 2016 2017
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Auto de Vedoria 1831

Auto de vedoria medição, confrontação e apegaçãodas terras e propriedades do Prazo do casal da Mamoa sito na aldeia da Mamoa freguesia de São Romão do Coronado, de que é senhorio directo o Ilustríssimo, e Reverendíssimo Cabido da Santa Sé Catedral da Cidade do Porto, e Enfiteuta o Ilustríssimo Capitão Mór Ignácio de Moura Coutinho da Silveira Correia Montenegro casado com Dona Anna Augusta Sequeira de Almeida.

Ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e trinta e um aos dezanove dias no mês de Setembro do dito ano nesta aldeia da Mamoa freguesia de São Romão do Coronado concelho da Maia termo da cidade do Porto, onde eu Padre Joaquim Pereira de Almeida oficial do cartório do Ilustríssimo Cabido da Sé Catedral da Cidade do Porto de comissão do mesmo fui vindo, e isto afim, e por motivo de mandar proceder à vedoria medição confrontação e apegação das terras, e propriedades do casal da Mamoa, de que é senhorio directo o dito Ilustríssimo Cabido, e Enfiteuta o Ilustríssimo Capitão Mór Ignácio de Moura Coutinho da Silveira Correa Montenegro, o qual estando aí presente por seu procurador António da Costa e que mostrou ser pela Procuração que neste acto me apresentou, e vai junta a esta vedoria para ser transcrita na Escritura de Emprazamento, logo por mim lhe foi diferido o juramento dos Santos Evangelhos em que por sua mão direita sub cargo do qual lhe encarreguei que declarasse o título por que seu constituinte possui as terras, e propriedades deste Prazo que apresentasse o Prazo que delas ele tem, que declarasse a renda foro e pensão anual que do mesmo Prazo se paga ao Ilustríssimo Cabido, com todas as mais condições clausulas, e obrigações que ehe tem, que desse à medição todas as terras que seu constituinte como Enfiteuta prover pertencenter a este Prazo, tão inteiramente como dele elas constam, e que se louvasse em um homem de boa, a sã consciência para que junto com outro em quem eu me havia de louvar por parte do Ilustríssimo Cabido vissem medissem confrontassem e apegassem as terras, e propriedades do referido Prazo, o que tudo cumpriria debaixo das penas de prejuro e de comísio. O que ouvido por ele Procurador António da Costa logo por ele foi dito que seu constituinte e Ilustríssimo Ignacio de Moura Coutinho da Silveira Correa Montenegro era senhor útil Enfiteuta das terras, e propriedades deste Prazo, e isto por título de sucessão, das quais estava em mança guietas, e pacifica posse sem contradição de pessoa alguma, por força de uma Escritura de composição que havia feito com Dona Maria Henriqueta Viúva que ficou de seu tio António Ignacio Correa de Sousa Montenegro, a qual logo apresentou, e dela se viu ter sido outorgada nas notas de tabelião de Gouvea de Riba Tamaga Euzebio José de Vasconcelos aos trinta dias do mês de Outubro do ano de mil oitocentos e vinte e seis, por quanto o Prazo extinto tinha sido renovado a António Gonçallo Correa de Souza, o qual nele representou a primeira vida, e lhe sucedeu seu filho Ignacio Correa de Souza Montenegro que representou a segunda vida, e a este sucedeu seu filho António Ignácio Correa de Souza Montenegro que representou a terceira vida o qual por falecer abintestado,[1] e sem sucessão, e ser tio do seu constituinte por isso lhe havia sucedido o direito Enfiteutico deste Prazo, que tinha confirmado pela citada Escritura de Composição, e logo apresentando o Prazo extinto dele se viu ser verdade o referido, e que tinha sido outorgado nas Notas do Tabelião publico da Cidade do Porto Cristóvão de Oliveira aos vinte e nove dias do mês de Janeiro do ano de mil seiscentos e oitenta e três. E mais declarou que deste Prazo seu Constituinte, e seus passados pagam de renda foro, e pensão anualmente por dia de São Miguel de Setembro de cada um ano e saber ao Ilustríssimo Cabido como administrador das Capelas quatro centos, e sessenta reis em dinheiro, por uma quebrada de terra que é pertencente às mesmas capelas, e anda unida neste Prazo, e ao mesmo Ilustríssimo Cabido como Directo Senhorio da mais terra do mesmo Prazo quatro centos, e cinquenta reis em dinheiro, e sete galinhas, e de lutuosa por falecimento de cada vida do mesmo Prazo outro tanto como a total renda de ambas as verbas de um ano, paga com a primeira renda que se vencer depois de tal falecimento; e de laudémio das compras vendas ou trocas de toda, ou qualquer parte da terra deste Prazo a quarta parte de todo o preço estimável por que forem feitas que vem a ser o Domínio de quatro um, com todas as mais condições clausulas, e obrigações constantes do Prazo extinto, e como seu constituinte estava possuindo as terras e propriedades deste Prazo como Senhorio Útil Enfiteuta, e a ele pelos títulos que tinha apresentado, e razões que havia ponderado pertencia a renovação do mesmo, por terem falecido as três vidas que nele tinham representado, por isso pedia muito de mercê quisesse eu mandar proceder à vedoria medição confrontação, e apegação das terras, e propriedades do referido Prazo, as quais ele juntamente com os caseiros Subenfiteutas prometia mostrar com todas suas pertenças e na forma que um, e outros as possuem, para que à face desta vedoria se labre a Escritura de Emprazamento nas Notas do Tabelião Privativo do Ilustríssimo Cabido, cuja vedoria e Escritura se obriga a assinar, e pagar o seu importe em nome de seu Constituinte, e a dar um traslado à sua custa para o cartório do Ilustríssimo Cabido, para o que se louvava em Manuel Nogueira da Rua da Rainha freguesia de Cedofeita. O que sendo por mim ouvido disse que sim, e logo nomeei para louvado por parte do Ilustríssimo Cabido a Joze Luis Nogueira mestre pedreiro da freguesia de Paranhos, e a ambos os louvados que presentes estavam deferi o juramento dos Santos Evangelhos em que puseram suas mãos direitas num livro dos mesmos subcargo do qual lhe encarreguei que muito bem, e fielmente vissem medissem confrontassem, e apegassem as terras, e propriedades que por ele Procurador, e Caseiros Subenfiteutos lhe fossem mostradas, a que eles prometeram cumprir o melhor que soubessem, e entendessem em suas consciências, e debaixo do juramento que dado tinham, do que tudo por este auto que depois de ser lido na presença de todos assinaram aqui comigo Padre Joaquim Pereira d’Almeida Oficial do Cartório do Ilustríssimo Cabido que de Comissão do mesmo o escrevi e assinei.

E logo eles louvados mediram um aposento de casas que consta de umas casas Sobradadas com suas lojas por baixo, e uma cozinha térrea junto da mesma para o Sul, e de fronte casas de palheiros e lagar, e casa da eira, e ao lado do Norte seu portal fronho com seu coberto, e palheiros e um aido de gado, e fora do portal um pedaço de enchido coberta de Ramadas sobre esteios de pedra, o que tudo sendo medido de Norte a Sul pelo meio tem de comprimento trinta e sete varas, e de largo na Cabeça do Norte tem nove varas, e meia, e na do Sul dezasseis; Confronta do Norte com a estrada pública, do Sul com terra desta vedoria do Norte digo do Nascente o mesmo, e do Poente como terra de Santo Tirso, que posse Manuel de Souza Jarigas. § Item para o Nascente do aposento retro, outro aposento de casas térreas arruinadas, que servem de palheiros, com uma enchida coberta de ramadas sobre esteios de pedra, seu portal fronho para o Norte com seu coberto, e fora dele um pedaço de terra de enchido com um carvalho grande o que tudo junto, sendo medido de Norte a Sul pelo meio tem de comprimento vinte e sete varas, e de largo catorze: Confronta do Norte com a estrada pública do Sul e Poente com terra desta vedoria, e do Nascente com terra de Manuel Moreira Rodrigues. § E tem de fronte duas casas antecedentes, para o lado do Norte atravessando a estrada, outro acento de casas Sobradadas com três janelas de peitoril, e um portal fronho viradas à estrada do lado Sul, com suas logeas, e cozinha térrea, e aidos de gado, um poço e enchido com ramada, e coberto, e pegado para o Norte um pedaço de terra lavradia com árvores de fruto, e de vinho tudo tapado de paredes, cuja terra lavraria se chama o campo de entre portas que se acha descrito no Prazo extinto a numero trinta, e dois, e se medido aqui por se achar unido a este aposento, e tem tudo junto de Norte a Sul pelo meio de comprido sessenta, e quatro varas e meia, e de largo na Cabeça do Norte tem dezoito varas, e uma terça, e na do Sul dezoito, e três quartas: levará de Semeadura um algueire de centeio: confronta do Sul com a estrada pública, do Norte com terra de Santo Tirso, que possui António Moreira, do Nascente com a de Manuel Rodrigues, e do Poente com a de Domingos de Oliveira Auto de foreira à Igreja. § Item a Cortinha junto às casas medidas nos primeiros dos itens, terra lavradia com duas eiras de Salão, e árvores de fruto, e de Vinho, com uma casa da eira, e um coberto, dividido por paredes, e combros, a qual sendo medida de Nascente a Poente pelo meio tem de comprimento cento, e onze varas, e de largo vinte, e duas: levará de Semeadura quatro algueires de Centeio: confronta do Nascente com o caminho que vai para a ribeira, do Poente com terra de Santo Tirso, que possui Manoel de Souza Jarigas, do Norte com os dois primeiros aposentos desta vedoria, e terras de Santo Tirso que possui Manoel Moreira Rodrigues, e do Sul com terra da Igreja que possui Manoel Gonçalves do Couto. § Item o campo de trás das eiras a que de hoje chama a cortinha de alem, terra lavradia com árvores de vinho dividido por paredes combros, e marcos, a qual sendo medido de Nascente a Poente pelo meio tem de comprimento cento, e três varas, e de largo na cabeça da Nascente tem oito varas e na do Poente quarenta, e oito: levará de semeadura quatro alqueires de centeio: confronta do Nascente com o caminho que vai para a Agra da Ribeira do Poente com terra da Igreja que possui Joaquim Martins, e outro, do Norte o mesmo, e do Sul Joaquim de Souza Maia, que é Património do Reverendo Antonio Francisco de Oliveira, e terra que possui Manoel da Silva Mattos ambas foreiras a Santo Tirso. § Item o campo das Senras terra lavradia com árvores de vinho divido por paredes com um valho ao meio que corre de Norte a Sul o qual sendo medido de Norte a Sul pelo meio tem de comprimento cento e treze varas, e de largo trinta e seis varas e meia: levará de semeadura cinco alqueires de centeio: confronta do Norte com o caminho de servidão dos campos, dos mais lados com terras de Santo Tirso, que possui do Sul o Reverendo Antonio Francisco de Oliveirado do Nascente Manoel de Souza Jarigas e do Poente Joze da Silva São Thiago. § Item consta do Prazo extinto serem pertença destes casais as beiras seguintes a saber: a leirinha longa na agra, que tem de comprimento sessenta e duas varas, e de largo quatro, que confronta do Nascente com Dona Felipa, e das mais partes com os passais da Igreja, e que leva de semeadura meio alqueire de centeio. § Item também consta ser pertença outra leira na mesma agra chamada o Cortiçal, que tem de comprimento trinta e seis varas, e de largo quatro e meia, que confronta de todos os lados com terras de Santo Tirso, e leva de Semeadura meio alqeire de centeio. § Item também consta ser pertença do mesmo outra eira chamada o Rocio cita na mesma Agra, que tem de comprimento trinta e duas varas, e de largo seis, e meia, e que confronta do Poente com o caminho da Agra do Nascente, e Sul com terras de Santo Tirso, e do Norte com as da Igreja, e que de semeadura meio alqueire de centeio. § Item também consta ser pertença do mesmo Prazo a leira chamada da Ribeira que tem de comprimento oitenta e duas varas, e de largo seis, e que confronta de todos os lados com terras de Santo Tirso, e que leva de semeadura meio alqueire de centeio: porem todas estas quatro leiras declararam os Subenfiteutas que as não possuíam nem delas tinham noticia, e examinados os Prazos Subenfiteuticos também neles se não acham descritas, e consultadas algumas pessoas antigas declararam não ter noticias de tais leiras, e o caseiro subenfiteuta Manoel Gonçalves do Couto declarou que possuía como pertença deste Prazo uma leira chamada Campinho da Ribeira a qual talvez viria para seu poder, por alguma troca antiga de que ele não tinha noticia, e como tal queria se descrevesse neste Prazo, e sendo media de Nascente a Poente pelo meio tem de comprido quarenta e uma varas, e de largo na cabeça do Nascente tem catorze varas, e na do Poente dezasseis e meia, e assim se acha descrito no seu Prazo Subenfiteuta: levará de semeadura um alqueire de centeio: confronta do Nascente com terra de Antonio Jose Braga do Poente, e Sul com a de Manoel da Silva Mattos, e do Norte com a de Jose Antonio de Freitas; é terra lavradia que serve de lameiro, e é dividida por valos. § Item a leira do Faval terra lavradia dentro de um campo do mesmo nome, tem de comprimento trinta e nove varas, e de largo doze: levará de semeadura meio alqueire de centeio: confronta do Norte com terras de Santa Clara do Porto, e dos mais lados com as de Santo Tirso, que todas possui o subfiteuta Manoel Gonçalves do Couto possuidor desta mesma leira. § Item na mesma Agra da Ribeira a leira chamada de Combro terra lavradia dividida por marcos, e paredes a qual sendo medida de Nascente a Poente pelo meio tem de comprimento setenta e nove varas, e de largo nove: levará de semeadura um alqueire de centeio: confronta do Poente com o caminho da Servidão dos campos, do Nascente, e Norte com terras de Santo Tirso que possuem do Nascente Manoel Bento e Jose de Freitas, e do Norte Manoel de Souza Jarigas, e do Sul com terras Santa Clara que possui Jose Joaquim Dias. § Item a leira da Silveira a que hoje chama das Corredouras terra lavradia dividida por marcos, e paredes, a qual sendo medida de Norte a Sul pelo meio tem de comprimento setenta e nove varas, e de largo na cabeça do Sul tem nove varas, e na do Norte acaba em ponta aguda: levará de semeadura três quartas de centeio: confronta do Nascente com terra que possui Manoel Gonçalves do Couto, e dos mais lados com o caminho dos campos. § na mesma Agra a leira chamada Talho terra lavradia dividida por marcos e paredes a qual sendo medida de Norte a Sul tem de comprimento pelo meio cento e quarenta e duas varas, e de largo vinte e seis: levará de semeadura dois alqueires de centeio: confronta do Norte com o caminho da Agra, do Sul e Poente com terras de Santo Tirso, que possui Custodio Antonio, e do Nascente com terras da Igreja de São Mamede que possui Joaquim de Souza Maia. § Item na mesma Agra uma leira chamada de Golias, terras lavradias dividida por paredes, e marcos a qual sendo medida de Norte a Sul pelo meio tem de comprimento duzentos e vinte e sete varas, e de largo vinte e duas: levará de semeadura dois alqueires e meio de centeio: confronta do Norte com o Caminho da Agra, do Nascente, e do Sul com terras do Brandão da Torre da Marca que possui Josefa Maria dos Santos, e do Poente com terras da Igreja que possui Luis Antonio d’Oliveira. § Item na mesma Agra a leira chamada da Pedra, terra lavradia dividida por marcos e paredes a qual sendo medida do Norte a Sul pelo meio tem de comprimento setenta e seis varas, e de largo dezoito e meia: levará de semeadura alqueire e meio de centeio: confronta do Sul com o Caminho da Agra do Norte com terras de Santa Clara que possui Jose Joaquim Dias do Nascente com a de Santo Tirso que possui Manoel de Souza Jarigas, e do Poente com a da Igreja que possui o subenfiteuta deste Prazo Joaquim menor. § Item a leira de Rexemonde terra lavradia dividida por marcos e paredes a qual sendo medida de Norte a Sul pelo meio tem de comprimento duzentos e quarenta e quatro varas e meia, e de largo na cabeça do Norte tem nove varas e meia, e na do Sul cinco, ainda que o Prazo extinto diz ter dezassete varras e meia, e não pode averiguar qual seja a causa de lhe faltarem nesta cabeça doze varas e meia. Levará de semeadura três alqueires de centeio: confronta do Norte com o caminho da Agra, do Nascente com terra que possui Manoel Rodrigues do Poente e Sul com a que possui Manoel Bento. § Item a Bouça da Corga terra de mato dividida por valos e marcos, a qual sendo medida de Norte a Sul pelo meio tem de comprimento Cento e sessenta e quatro varas, e de largo na cabeça do Norte tem noventa e duas varas, e na do Sul quarenta e cinco: levará de semeadura cinco alqueires de centeio: confronta do Nascente com terra da Igreja que possui Manoel Rodrigues Moreira do Poente, e do Norte com o caminho da Agra, e do Sul com terra de Brandão da Torre da Marca que possui Manoel Bento. § Item a Bouça dos Salgueiros terra de matos carvalhos, e pinheiros dividida por valos, a qual sendo medida de Norte a Sul pelo meio tem comprimento oitenta e cinco varas e de largo oitenta; esta Bouça hoje lhe chamam a bouça de baixo: levará de semeadura cinco alqueires de centeio: confronta do Nascente com a quelha, e terra desta vedoria medida no item seguinte, do Poente, e do Norte, com terra que possui Manoel Bento foreira ao Brandão, e do Sul com terra que possui Josefa Maria dos Santos, e Jose da Costa de Villa. § Item bouça grande hoje chamada de Cima terra de mato e pinheiros dividida por paredes e valos a qual sendo medida de Nascente a Poente pelo meio tem de comprimento noventa e seis varas, e de largo noventa e quatro: levará de semeaduras cinco alqueires e meio de centeio: confronta do Poente com a quelha, e bouça, medida no item antecedente, do Nascente com terra de Santo Tirso que possui Jose Antonio de Freitas, e Custodio Antonio, do Norte com terra da Igreja que possui Luis Antonio de Oliveira, e do Sul com terra de Brandão que possui Josefa Maria dos Santos. § Item o campo de Sanguinhais terra lavradia com árvores de vinho dividida por valos, a qual sendo medida de Norte a Sul pelo meio tem de comprimento oitenta e nove varas, e de largo vinte e quatro: levará de semeadura dois alqueires e meio de centeio: confronta do Nascente, e do Poente com terra do Brandão, que possui do Nascente Josefa Maria dos Santos, e do Poente Manoel Bento, do Norte com terra de Manoel Moreira Rodrigues, e do Sul com a do Reverendo Antonio Francisco de Oliveira, entra na medição do comprimento o caminho que corre pela cabeça do Norte. § Item na Agra do Seixal o campo dos Talhos terra lavradia com árvores de vinho dividida por combros, a qual sendo medida pelo meio de Norte a Sul tem de comprimento noventa varas, e de largo sessenta: levará de semeadura três alqueires de centeio: confronta do Sul com o caminho dos campos, dos mais lados com terras de Santo Tirso que possui do Nascente Domingos Ferreira, do Poente Manoel da Silva Mattos, e do Norte Manoel de Souza Dias. § Item na mesma Agra a leira da Silveira terra de mato pinheiros e carvalhos dividido por paredes a qual sendo medida de Nascente a Poente pelo meio tem de comprimento oitenta e duas varas, e de largo dezoito: levará de semeadura três quartos de centeio: confronta do Nascente com o caminho da Servidão do Poente, e Norte com terra de Santo Tirso que possui Manoel de Souza Jarigas, e outro, e do Sul com terra da Igreja que possui Manoel Gonçalves. § Item na mesma Agra a leira da Carvalheira terra lavradia dividida por marcos, a qual sendo medida Nascente a Poente pelo meio tem de comprimento cem varas, e de largo dezoito: levará de semeadura três alqueires de centeio: confronta do Nascente com o caminho da Servidão, e terras desta Vedoria, do Poente com terras de Manoel Rodrigues, do Norte com terra de Santo Tirso que possui Joaquim de Souza Maia, e do Sul com terra da Igreja que possui Jose Pereira dos Santos. § Item consta do Prazo extinto ser pertença desta vedoria outra leira na mesma Agra que tem de comprimento sessenta e duas varas e de largo trinta e duas, e que levará de semeadura alqueire e meio de centeio: e que confronta do Nascente com Luis Alves do Sul e Norte com terras de Santo Tirso, porem esta leira feitas as diligências necessárias não houve quem delas desse noticia. § Item na mesma Agra a leira da longra terra lavradia dividida por paredes e marcos a qual sendo medida de Norte a Sul pelo meio tem de comprimento setenta e oito varas e de largo treze: levará de semeadura um alqueire de centeio: confronta do Norte com a estrada do Nascente e Sul com terras da Igreja que possui do Nascente Manoel Souza Jarigas, e do Sul Luis Antonio de Oliveira, e do Poente com terra de Santo Tirso que possui Custodio Antonio do Monte. § Item o campo da Fradega terra lavradia com árvores de vinho dividida por paredes e marcos a qual sendo medida de Nascente a Poente pelo meio tem de comprimento cinquenta e duas varas, e de largo treze: levará de semeadura um alqueire de centeio: confronta do Nascente com o caminho dos campos, do Norte e Sul com terras de Santo Tirso que possui do Norte Josefa Maria dos Santos e do Sul Manoel Bento, e do Norte com terra de digo, e do Poente com terra de Santa Clara que possui Canstantino dos Santos. § Item o campo chamado de trás dos Paissas a que hoje chamam campo de baixo, terra lavradia com árvores de vinho dividida por paredes, a qual sendo medido de Nascente a Poente pelo meio tem de comprimento noventa e seis varas, e de largo oitenta e duas: levará de semeadura quatro alqueires de centeio: confronta do Sul com a estrada pública, do Nascente, e do Poente com terra de Santo Tirso, que possui do Nascente Josefa Maria dos Santos, e Constantino do Santos, e do Poente Jose de Souza, e do Norte com terra desta Vedoria medida no item seguinte. § Item o campo do Combro a que chamam de Cima terra lavradia com árvores de vinho e mato na cabeça do Poente dividido por paredes e combros a qual sendo medida de Nascente a Poente pelo meio tem de comprimento cento e quinze varas, e de largo na cabeça do Nascente tem cinquenta e seis, e na do Poente trinta e cinco: levará de semeadura dois alqueires e meio de centeio: confronta do Sul com terras desta Vedoria medida no item antecedente, do Sul com o caminho de Servidão, e terra desta vedoria medida no item seguinte, do Nascente, e do Norte com terra de Santo Tirso que possui do nascente Josefa Maria dos Santos e do Norte Jose de Souza. § Item o campo dos Fanganhaes terra lavradia dividida por paredes e marcos a qual sendo medida da Nascente a Poente tem de comprimento pelo meio oitenta e cinco varas, e de largo na cabeça do Nascente sessenta e três, e na do Poente vinte e nove: levará de semeadura dois alqueires de centeio: confronta do Nascente com terra desta vedoria, e caminho da Servidão do Sul com o caminho que vai para Paredes, do Norte com terra de Santo Tirso que possui Manoel Moreira Rodrigues, e do Norte digo do Poente com terra da Igreja que possui Manoel da Silva Raimundo. § Item o campo do Cortelho, terra lavradia com árvores de vinho dividido por paredes, a qual sendo medido de Nascente a Poente pelo meio tem de comprimento sessenta e uma varas, e de largo trinta e sete: levará de semeadura três quartos de centeio: confronta do Sul com a estrada pública, do Nascente com terra da Igreja que possui Joaquim Martins, e Caminho da Servidão do Poente com terra de Santo Tirso que possui o Reverendo Antonio Francisco d’Oliveira e do Norte terra da Igreja que possuí José António de Freitas. § Item a bouça das Almulhas terra de mato e pinheiros tapado de paredes a qual sendo medida tem de comprimento oitenta e nove varas, e de largo oitenta e oito: levará de semeadura três alqueires de centeio: confronta do Nascente e do Sul com terra de Santa Clara que possui Manoel Gonçalves Couto, do Poente e Norte com terra de Santo Tirso que possui do Poente Joaquim de Souza Maia, e do Norte Custodio Antonio do Monte. § Item a bouça do Floral terra de mato e pinheiros dividida por paredes, a qual sendo medida tem de comprimento cinquenta varas, e de largo as mesmas cinquenta: levará de semeadura um alqueire de centeio: confronta do Nascente e do Norte com o monte, do Poente com terra de Manoel Gonçalves Rios, e do Sul com terra da igreja que possui Joaquim Moreira Lagoa. § Item a bouça da Granjola terra de mato e pinheiros tapada de paredes a qual sendo medida de Norte a Sul pelo meio tem de comprimento cento e sessenta varas, e de largo cinquenta e seis: levará de semeadura cinco alqueires de centeio: confronta do poente com o monte maninho, e dos mais lados com terras de Santo Tirso, que possui do Nascente Custodio Antonio, do Norte Manoel Maia, e do Sul Joaquim Moreira. § Item a bouça dos Aneis terra de mato e pinheiros dividida por paredes, a qual sendo medida de Norte a Sul pelo meio tem de comprimento cento e setenta e duas varas e meia, e de largo vinte e uma: levará de semeadura alqueire e meio de centeio: confronta de todos os lados com o monte moninho. § Item a bouça da Pedra de Beija Mulheres, terra de mato e pinheiros dividida por paredes a qual sendo medida de Nascente a Poente pelo meio tem de comprimento quarenta varas, e de largo vinte e cinco: levará de semeadura um alqueire de centeio: confronta de todos os lados com o montado. § Item Orta do rio terra de Paul a qual sendo medida tem de comprimento doze varas, e de largo cinco: levará de semeadura um salami de centeio: confronta do Nascente com a estrada, e dos demais lados com o rio. § Item declararam eles caseiros subenfiteutas ser pertença deste Prazo uma leira chamada do Barreiro cita na Agra do Barreiro a qual se não acha escrita no Prazo Enfitêutico extinto, e examinados os Prazos Subenfiteuticos neles se acha descrita medida e confrontada que talvez fosse recebida em troca das que faltam, e como tal se averba nesta vedoria com o protesto de não prejudicar a terceiro nem a outro Senhorio; é terra de mato, e pinheiros, aberta e só dividida, e demarcada por marcos, o qual sendo medido de Nascente a Poente pelo meio tem de comprimento setenta varas, e de largo na cabeça do Nascente tem sessenta e cinco varas, e nas do Poente vinte e nove: levará de semeadura alqueire e meio de centeio: confronta do Nascente com terra de Manoel Gonçalves, do Poente com a de Jose de Souza da Seguinheira, do Norte com a de Manoel de Souza Jarigas, e do Sul com a de Jose Antonio de Freitas. Todas as terras deste Prazo são possuídas por dois caseiros Subenfiteutas, a saber Manoel Gonçalves Couto, e Joaquim Menor filho que ficou de Custodio Francisco de Oliveira.

E finda assim, e acabada esta vedoria medição confrontação e apegação disse ele Procurador Antonio da Costa que estas eram todas as terras, e propriedades que seus constituintes o Ilustríssimo Capitão Mor Ignácio de Moura Coutinho da Silveira Correa Montenegro, e sua mulher Dona Anna Augusta Sequeira de Almeida possuem pertencente a este Prazo, e que de mais nenhuma nem ele nem os caseiros subenfiteutas sabem, porem se de mais alguma tiverem noticia prometem de a dar a esta vedoria em tempo competente, e que deste Prazo seus Constituintes só reconhecem por senhorio —Directo ao Ilustríssimo Cabido da Catedral do Porto a quem pagam a renda foro, pensão anual lutuosas, e laudémio declarados no Auto de Vedoria, e que deste Prazo nada mais pagam a outra alguma pessoa, nem o mesmo Prazo é gravado com outras rendas feudos ou Patrimónios nem sujeito a Capela Confraria Morgado Albergaria Hospital, ou Igreja antes sim de tudo é isento, e que com a mesma renda foro, e pensão, lutuosas, e laudémio, condições clausulas, e obrigações do Prazo extinto em nome de seus Constituintes estava pronto, e queria aceitar renovação de Prazo, e em nome dos mesmos prometia cumprir as condições nele estipuladas em os tempos designados. E por eles louvados Jose Luis Nogueira, e Manoel Nogueira foi dito que muito bem, e fielmente tinham visto medido confrontado, e apegado as terras, e propriedades que por ele Procurador, e caseiro lhe tinham sido mostradas, e isto o melhor que sabiam, e entendiam em suas consciências, e debaixo do juramento que dado tinham, e de como uns e outros assim o disseram por este auto que depois de ser lido na presença de todos assinaram aqui comigo Padre Joaquim Pereira d’Almeida Oficial do Cartório do Ilustríssimo Cabido que de Comissão do mesmo o escrevi e assinei:


[1] Abintestado - sem testamento.